Nem tudo é o que parece ser: quem influencia o Brasil?
- Raiane Natália
- 19 de ago. de 2025
- 2 min de leitura

Nem todo mundo que aparece no feed ou na for you é tão inocente quanto parece, ainda que essa pessoa tenha um engajamento bem visível nas redes sociais. No Brasil, a influência digital ganhou um peso enorme, e junto com essa fama, vem também a responsabilidade, que, neste caso, não tem sido assumida. O caso de Hytalo Santos, por exemplo deixa bem claro um debate que ainda é bem velado por aqui: a adultização de menores de idade.
Hytalo Santos é um influenciador digital da Paraíba, conhecido por vídeos no estilo de “reality show” dentro de uma casa com adolescentes e sem a supervisão dos seus pais. Recentemente, ele passou a ser investigado pelo Ministério Público da Paraíba e pelo Ministério Público do Trabalho por suspeitas graves, incluindo tráfico de pessoas, exploração sexual de menores, trabalho infantil artístico irregular, destruição de provas e intimidação de testemunhas. Em 15 de agosto de 2025, a Justiça decretou sua prisão preventiva para impedir novos atos que comprometem a investigação e garantir a ordem pública
A internet transformou crianças e adolescentes em produtos de venda, onde tudo que elas perdem é o essencial para a idade que elas têm: a inocência.
Pouca gente para pra pensar no que isso significa na prática. Todo esse festival de engajamento, likes e contratos milionários mascaram uma linha muito tênue que existe entre exposição e exploração. É como se fosse como varrer a sujeira pra debaixo do tapete e sequer se preocupar com o chão que está pisando.
O mais contraditório é que, ao mesmo tempo em que se cobra maturidade desses jovens — crianças e adolescentes — eles são julgados como imaturos quando erram. Já que são, na verdade, apenas crianças, que tudo que fazem e são expostas por fazer, deveria ser visto com preocupação e não com a espetacularização que tem acontecido.
A adultização começa quando todo esse "conteúdo" onde crianças são sexualizadas são consumidos como entretenimento. A sociedade, no ponto de vista de alguém que se faz plateia desse palco, precisa abrir os olhos e passar a ver problemas onde tem. E é só isso que falta: atenção e responsabilidade.
Então, a pergunta que fica é: quem realmente está influenciando quem?
Os jovens que aparecem na tela, ou a audiência que alimenta e cobra um comportamento que não condiz com a idade deles?
No fim, nem tudo é o que parece ser. O roteiro postado nas redes pode até enganar, mas por trás de cada post pode existir uma história muito maior do que a exposição que está inserida. Uma criança, neste caso, pode estar perdendo o que pra o seu desenvolvimento deveria ser um bem maior: a infância.
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